Leitura da Bíblia em um ano:
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Série evangélica exclusiva para a internet é lançada no Youtube. Assista aqui o primeiro episódio


na internet um projeto inédito, trata-se de uma web minissérie, “Suave Pecado” que mostrará a vida de uma família de evangélicos.
Celso e Silvia são os pais dos jovens Bruno e Julia, apesar de frequentarem uma igreja protestantes eles não levam a sério os valores éticos e morais pregados na igreja, com exceção de Silvia, que espera pela mudança na postura de sua família.
No primeiro episódio, Celso vai demonstrar ansiedade com algo e tudo mostra que ele guarda um grande segredo, a produção dessa web minissérie vai contar com os espectadores para decidirem que segredo é esse.
“Suave Pecado” é uma produção de autoria de Samuel Paganoto, que é webdesigner e membro da PIBBF, o elenco também é formado por membros da igreja sob a direção do cineasta capixaba Edson Ferreira em parceria com a Etnia Filmes.
Acompanhe atualizações em Suave Pecado
Fonte: Primeira Igreja Batista em Bento Ferreira

Deputado evangélico prende falso pastor que vende pela internet títulos de Apóstolo, Bispo e até unções

Deputado evangélico prende falso pastor que vende pela internet títulos de Apóstolo, Bispo e até unções
O cidadão Walter da Silva Filho (foto), foi preso no Paraná por falsidade ideológica, usando do título de pastor e presidente do Conselho Federal de Teologia (CFT) para arrecadação de verba.
A prisão do falso pastor foi feita no último dia 23 pelo Deputado e delegado – licenciado pela Polícia Federal – evangélico Fernando Francischini (PSDB-PR). Silva Filho apresentou uma proposta a Francischini e ao Deputado Paulo Freire (PR-SP) na qual os parlamentares lhe ajudassem a conseguir novos adeptos para o órgão (CFT) e a cada R$ 200 mil arrecadados com a cobrança de uma anuidade de R$ 545,00, R$50 mil ficariam para os dois congressistas.
Os deputados filmaram a conversa em que Silva filho fez a proposta no gabinete de Freire, a voz de prisão dado pelo delegado Francischini deu por findado um golpe que envolvia religião e 3 mil pessoas de boa fé que já haviam se filiado ao falso órgão (número informado por Silva Filho aos congressistas).
O que Silva Filho não esperava é que Freire desconfiaria dos documentos apresentados com supostas assinaturas e impressão digital do procurador-geral da República – Roberto Gurgel – e viesse pedir ajuda para Francischini para então descobrirem que o suposto conselho não existia e que o auto-intitulado apóstolo era na verdade terceiro sargento do Corpo de Bombeiro Militar do Rio de Janeiro. A principal intenção era aproximação de Freire, por este ser filho de Jose Wellington – presidente da Assembleia de Deus.
Não é raro encontrarmos casos onde pessoas auto intitulam-se como pastores (apóstolos) e que usem deste para conseguirem próprios benefícios, no entensto, a bíblia nos mostra que ‘apóstolo’ é alguém enviado por Jesus para pregar o evangelho, tendo um chamado para exercer tal função na terra.
Uma série de notícias publicadas pelo Gospel+ em março deste ano, mostra que instituições que vendem títulos de Apóstolo e de unções criadas por igrejas para consagrar aos mesmos realmente existem.
Temos como exemplo, a A Convenção dos Ministros Evangélicos do Brasil, o Seminário Internacional de Teologia  onde você “investe” R$ 1.950,00 e faz um curso que lhe dá o direito de ser chamado de apóstolo e o ‘Congresso de Consagração’ que acontecerá em outubro deste ano em Minas Gerais, nas informações sobre a unção dos novos apóstolos seguem as seguintes constatações:
“Para filiados ao CFP, Convenções ou aluno da Faculdade Gospel o valor é R$ 600,00 á vista ou parcelado em 6x  R$ 100,00 no cartão sem juros. Para não filiados ou não alunos o valor é R$ 1.000,00 á vista ou 10x R$ 100,00 no cartão sem juros. Não cobramos para consagrar e ungir o valor é para cobrir as despesas de: Jantar dia 09 sexta, pernoite de sexta para sábado, café dia 10 sábado, almoço dia 10, beca de formatura, locação do salão do salão de eventos, som e filmagem para retransmitir na TV e ata de consagração. Para acompanhante como esposa, marido, filho ou amigo pagará R$ 200,00 ou 2x de R$ 100,00 no cartão.”
Fonte: Gospel+

Apesar do crescimento do número de evangélicos, brasileiros pouco se dedicam a missões e evangelismo

Apesar do crescimento do número de evangélicos, brasileiros pouco se dedicam a missões e evangelismo
O acelerado crescimento numérico dos evangélicos no Brasil, que já alcança 20,23% da população poderia ser um indício de que o País se tornará uma potência nas obras missionárias em todo o mundo. Porém, a realidade é que a obra missionária nacional segue de forma bem mais lenta do que deveria.
Apesar de tamanho crescimento e o conhecimento cada vez mais difundido das demandas missionárias, os esforços para o evangelismo global ainda são insuficientes. O trabalho é deixado em mãos de poucos missionários de carreira e agências especializadas.
Enquanto isso, estima-se que todos os anos 2.5 milhões de pessoas morram sem sequer saber da existência da Palavra de Deus ou de Jesus Cristo. Isso porque ainda têm aproximadamente 2.251 línguas sem um versículo bíblico traduzido. São cerca de 2.200 grupos étnicos que nunca ouviram nada sobre Jesus, 193 milhões de pessoas que não têm acesso algum às Escrituras.
De acordo com o pastor José Crispim Santos, promotor setorial da Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira (CBB), a igreja brasileira está bem inteirada acerca dos desafios missionários da atualidade, mas as ações ainda não são suficientes para o tamanho deles.
Convocação à Igreja no Brasil
Ainda assim as lideranças cristãs mundiais continuam apostando no potencial do povo brasileiro. Um dos motivos é a “boa receptividade que a nação tem em todos os países, particularmente os de religião islâmica e hindu”, explica o diretor executivo da Junta de Missões Mundiais (JMM), pastor João Marcos Barreto Soares.
O pastor Soares também questiona o potencial dos brasileiros: “estamos preparados para isso? Temos feito tudo o que podemos?” Ele lembra, fazendo alguns cálculos de acordo, apenas, com o número oficial de evangélicos batistas, de que as ofertas destinadas a missões mundiais e nacionais alcançaram um montante considerável, mas se dividido pelo número de crentes, o resultado é desanimador. São 66 centavos por semana destinados à obra missionária.
A responsabilidade dos brasileiros também é lembrada pelo Pastor Waldemar Carvalho, presidente da Missão Kairós: “o povo brasileiro foi evangelizado ‘errado’. Como se nós fôssemos os “confins da Terra e não como se tivéssemos de ir até lá evangelizar, conforme ordenança de Jesus em Atos 1.8”.
Somente em um “retângulo” do mapa, na chamada “janela dez por quarenta”, está localizada mais da metade da população do mundo. A China com 1 bilhão e quatrocentos milhões de habitantes, Índia com 1 bilhão, Bangladesh com 145 milhões, sem mencionar os demais países que somam outros bilhões de pessoas a serem evangelizadas.
O pastor Waldemar lembra: “Neste trecho do mapa foi onde aconteceu a chamada de Abraão, muitos episódios do Antigo Testamento, o local onde Jesus nasceu, treinou seus discípulos e para onde os enviou a evangelizar. Porém, nesta região em que até o século VII o cristianismo predominava, hoje é proibida a pregação do Evangelho. E cadê a Igreja Poderosa?! Precisamos obedecer o ‘ide’”.
A presença missionária brasileira atualmente chega a 2300 missionários no exterior atuando em 50 países.
Fonte: CPADNews

Conheça a capa do primeiro CD de Bruna Martins

Conheça a capa do primeiro CD de Bruna Martins
A Graça Music divulgou a capa do primeiro CD da cantora Bruna Martins. O título será “Minhas Canções na Voz de Bruna Martins”. Assim como os demais CDs “Minhas Canções” da gravadora as composições são de autoria do missionário R.R. Soares.
O album conta com 12 faixas e foi produzido por Michael Sullivan e segue o estilo pop/adoração. Conheça abaixo a capa do CD de Bruna Martins:
Abaixo veja Bruna Martins ministrando a canção Mais Perto de Deus
Fonte: Gospel+
Com informações de Graça Music Blog

Dúvidas leitura dia 39


ÊXODO 20:8-11 - Por que os cristãos fazem culto no domingo, já que o mandamento separa o dia de sábado como o dia para o culto a Deus?
PROBLEMA: Este mandamento estabelece que o sétimo dia da semana, o sábado, é o dia que o Senhor escolheu como o dia de descanso e de culto. Entretanto, no NT a igreja cristã começou a cultuar e a descansar no primeiro dia da semana, no domingo. Os cristãos não estão violando o mandamento do sábado por cultuarem a Deus no primeiro dia da semana, e não no sétimo dia?
SOLUÇÃO: Primeiro, a base para o mandamento de observar o sábado, como estabelecido em Êxodo 20:11, é que Deus descansou no sétimo dia, depois de seis dias de trabalho, e que ele abençoou e santificou o sétimo dia. O dia do sábado foi instituído como um dia de descanso e culto. O povo de Deus deveria seguir o exemplo do próprio Deus, no seu trabalho e descanso. Entretanto, como Jesus disse, corrigindo a visão distorcida dos fariseus, "O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2:27). O que Jesus quis dizer é que o sábado não foi instituído para escravizar as pessoas, mas para beneficiá-las. O espírito da observância do sábado é preservado no NT com a observância do descanso e do culto no primeiro dia da semana.
            Segundo, deve-se lembrar que, de acordo com Colossenses 2:17, o sábado era uma "sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo". A observância do sábado estava associada com a redenção citada em Deuteronômio 5:15, onde Moisés determinou: "porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão poderosa, e braço estendido: pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado". O sábado era uma sombra da redenção que viria com Cristo; simbolizava o descanso de nossas obras e a entrada no descanso que Deus propiciou com a sua obra consumada.
            Finalmente, embora os princípios morais expressos nos mandamentos sejam reafirmados no NT, o mandamento de separar o sábado como o dia de descanso e de culto a Deus é o único mandamento que não é repetido. Há muito boas razões para isso. Os crentes do Novo Testamento não estão debaixo da Lei do AT (Rm 6:14; Gl 3:24-25). Pela ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana (Mt 28:1), por suas contínuas aparições em vários domingos (Jo 20:26), e pela descida do Espírito Santo num dia de domingo (At 2:1), a igreja primitiva passou a cultuar no domingo, regularmente (At 20:7; 1 Co 16:2).
            O culto no domingo foi ainda consagrado pelo Senhor quando ele apareceu a João naquela última grande visão "no dia do Senhor" (Ap 1:10). É por estas razões que os cristãos cultuam no domingo, em vez de o fazerem no sábado dos judeus.


ÊXODO 20:13 - Como pôde Deus dar o mandamento de não matar, se depois, em Êxodo 21:12, ele ordenou que os assassinos fossem mortos?
PROBLEMA: Nos Dez Mandamentos, Deus proíbe matar, ao dizer: "Não matarás". Entretanto, em Êxodo 21:12 Ele ordenou que aquele que ferisse um outro homem, e este morresse, deveria também ser morto. Isto não é uma contradição, Deus ordenar que não matemos, e depois ordenar que matemos?
SOLUÇÃO: Uma grande confusão tem surgido por causa da incorreta tradução do sexto mandamento, que assim dá a entender o que de fato não foi comandado por Deus. A palavra hebraica usada na proibição deste mandamento não é a palavra usual para "matar" (harag). A palavra usada é o termo específico para "assassinar" (ratsach). Uma tradução mais adequada deste mandamento seria: "Não assassinarás". Ora, Êxodo 21:12 não é um mandamento para que se assassine alguém, mas é um mandamento para se aplicar a pena capital no caso desse crime capital. Não há contradição alguma entre o mandamento que diz que as pessoas não devem cometer o crime do assassinato e o mandamento que diz que as autoridades estabelecidas devem executar a pena capital no caso desse tipo de crime.


ÊXODO 20:24 - O altar era feito de terra ou de madeira?
PROBLEMA: Segundo Êxodo 20:24, o altar era construído de terra, mas em Êxodo 27:1 ele era construído de "madeira de acácia".
SOLUÇÃO: O altar em si era apenas uma cavidade feita de acácia, e era coberto com bronze (Êx 27:2). Mas, quando era usado, nele se colocava terra ou pedras para formar um leito para as brasas.


ÊXODO 21:22-23 - Esta passagem mostra que um ser ainda não nascido tem menos valor do que um ser adulto?
PROBLEMA: De acordo com algumas traduções da Bíblia, este texto ensina que, se dois homens brigarem, e a mulher de um deles tiver um aborto, o responsável "será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher" (v. 22). Mas, se da briga resultar a morte da mulher, a penalidade seria a pena capital (v. 23). Isto não prova então que o feto não era considerado um ser humano, como o era a mãe?
SOLUÇÃO: Antes de mais nada, há aqui uma tradução inadequada. O grande erudito em hebraico, Umberto Cassuto, traduziu este texto corretamente, da seguinte maneira:

"Se homens brigarem, e ferirem não intencionalmente uma mulher com criança, e seus filhos forem dados à luz, porém sem maior dano - isto é, nem a mulher nem as crianças morrerem -aquele que feriu será obrigado a indenizar segundo o que lhe exigir o marido da mulher; e pagará como os juízes lhe determinarem. Mas, se houver dano grave, isto é, a mulher ou as crianças morrerem, então, darás vida por vida." {Commentary on the Book of Exodus - Comentário do Livro de Êxodo - Magnes Press, 1967).

            A tradução acima torna o sentido bem claro. É uma passagem de peso contra o aborto, afirmando que um feto tem o mesmo valor que um ser humano adulto.
            Segundo, a palavra hebraica (yatsa), erroneamente traduzida pelo verbo "abortar", na verdade significa "sair" ou "dar à luz". No AT, é a palavra regularmente empregada com o sentido de dar à luz com vida. De fato, ela não tem nenhum emprego no sentido de "aborto provocado", embora tenha o sentido de dar à luz um natimorto. Mas nessa passagem, como em praticamente todos os textos do AT, a referência é a um nascimento com vida, embora prematuro.
            Terceiro, há uma outra palavra hebraica para "aborto" (shakol), que não é usada. Já que ela era disponível e não foi empregada, tendo sido preferida a palavra que expressa um nascimento com vida, não há razão para supor que o sentido não seja realmente este: o de dar à luz uma criança com vida.
            Quarto, a palavra usada com referência a que a mulher deu à luz é yeled, que significa "criança". A Bíblia usa a mesma palavra para "bebês" e para "criancinhas" (Gn 21:8; Êx 2:3). Daí, o não nascido é considerado um ser humano igual a uma criancinha.
            Quinto, se qualquer dano acontecesse, seja para a mãe, seja para o filho, a mesma punição era devida: "vida por vida" (v. 23). Isso demonstra que o feto possuía o mesmo valor que sua mãe.
Sexto, outras passagens do AT ensinam que o feto é um ser humano em seu sentido mais completo (veja os comentários de Salmo 51:5 e 139:13ss). O NT confirma esta mesma posição (cf. Mt 1:20; Lc 1:41,44).


ÊXODO 21:29-30 - Por que a pena de morte era comutada, no caso de alguns assassinos?
PROBLEMA: Números 35:31 ordena: "Não aceitareis resgate pela vida do homicida, que é culpado de morte: antes, será ele morto". Entretanto, com respeito ao culpado, Êxodo 21:30 diz: "Se lhe for exigido resgate, dará então como resgate da sua vida tudo o que lhe for exigido". Mas, no que diz respeito à punição de assassinos, estas instruções se contradizem.
SOLUÇÃO: A razão da diferença está claramente estabelecida no texto -num caso, tratava-se de um assassinato intencional e, no outro, era apenas um homicídio devido a uma negligência. No primeiro caso havia malícia, mas no segundo não havia intenção de cometer o mal. De fato, neste último, o culpado realmente não tinha ele mesmo tirado a vida de outra pessoa. Ele simplesmente fora negligente ao confinar um touro que tinha a fama de chifrar as pessoas (Êx 21:28-29). Então, nesse caso, uma multa podia ser aplicada no lugar da pena de morte.

Livro dos Mártires - Parte 39


Joan Waste e outros
Esta pobre e honrada mulher, cega de nascimento e solteira, de vinte e dois anos de idade, pertencia à paróquia de Todos os Santos, Derby. Seu pai era barbeiro, e também fabricava cordas para melhor ganhar-se o sustento. Nesta tarefa ela o ajudava, e também aprendeu a tecer vários artigos de vestir. Recusando comunicar-se com aqueles que mantinham doutrinas contrárias às que ela tinha aprendido nos dias do piedoso Eduardo, foi feita comparecer ante o doutor Draicot, o chanceler do bispo Blaine, e ante Peter Finch, oficial de Derby.
Tentaram confundir esta coitada moça com sofismas e ameaças, mas ela ofereceu ceder à doutrina do bispo se este estiver disposto a responder como no Dia do Juízo (como o havia feito o piedoso doutor Taylor em seus sermões) de que sua crença na presença real do Sacramento era verdadeira. A princípio, o bispo respondeu que o faria, mas ao lembrá-lo o doutor Draicot que não podia de jeito nenhum responder por um herege, retirou sua confirmação de suas próprias crenças; ela então lhes respondeu que se suas consciências não lhes permitiam responder ante o tribunal de Deus pela verdade que eles queriam que ela aceitasse, que ela não contestaria nenhuma outra de suas perguntas. Então se pronunciou sentença, e o doutor Draicot foi encomendado para predicar o sermão da condena da moça, o que teve lugar o 1 de agosto de 1556, o dia de seu martírio. Ao terminar seu fulminante discurso, a coitada cega foi logo conduzida a um lugar chamado Windmill Pit, perto da cidade, onde por um tempo susteve a mão de seu irmão, e depois se separou para o fogo, pedindo à compadecida multidão que orasse por ela, e a Cristo que tivesse misericórdia dela, até que a gloriosa luz do eterno Sol de justiça resplandeceu sobre seu espírito fora do corpo.
Em novembro, quinze mártires foram aprisionados no castelo de Canterbury, os quais foram todos ou queimados ou deixados morrer de fome. Entre estes últimos estavam J. Clark, D. Chittenden, W. Foster de Stonc, Mice Potkins, y J. Archer, de Cranbrooke, tecelão. Os dois primeiros não tinham sido condenados, mas os outros tinham sido sentenciados ao fogo. Foster, em seu interrogatório, comentou acerca da utilidade de levar círios acesos no dia da Candelária, que igual valeria levar uma forca, e que um patíbulo teria tanto efeito como uma cruz.
Temos agora levado a seu fim as sanguinárias atuações da impiedosa Maria, no ano 1556, cujo número se elevou acima de OITENTA E QUATRO.
O começo do ano 1557 foi notável pela visita do cardeal Pole à Universidade de Cambridge, que parecia ter grande necessidade de ser limpada de predicadores hereges e de doutrinas reformadas. Um objetivo era também executar a farsa papista de julgar a Martinho Bucero e a Paulus Phagius, que tinham estado enterrados já durante três ou quatro anos. Com este propósito, as igrejas de Santa Maria e de são Miguel foram colocadas sob interdito como lugares vis e ímpios, indignos do culto de Deus, até que fossem perfumadas e lavadas com água benta papista, etc. o torpe ato de citar a comparecer a estes defuntos reformadores não teve o mais mínimo efeito sobre eles, e o 26 de janeiro se pronunciou sentença de condenação, parte da qual rezava assim, e pode servir como amostra dos processos desta natureza: "Por isso pronunciamos ao dito Martinho Bucero e a Paulus Phagius excomungados e anatematizados, tanto pelas leis comuns como por cartas processais; e para que sua memória seja condenada, condenamos também seus corpos e ossos (que no malvado tempo do cisma, e florescendo outras heresias neste reino, foram precipitadamente sepultados em terra sagrada) sejam exumados e lançados longe dos corpos e ossos dos fiei, segundo os cânones santos, e mandamos que eles e seus escritos, se encontram-se aqui quaisquer deles, sejam publicamente queimados; e proibimos a todas as pessoas desta universidade, cidade ou lugares limítrofes, que leiam ou escondam seus heréticos livros, tanto pela lei comum como por nossas cartas processais".
Depois que a sentença fosse lida, o bispo mandou que seus corpos foram exumados de seus sepulcros e, degradados de seus sagradas ordens, entregues em mãos do braço secular; porque não lhes era legítimo a pessoas tão inocentes, e odiando todo derramamento de sangue e detestando todo ânimo de homicídio, dar morte a ninguém.
O 6 de fevereiro, seus corpo, dentro de seus ataúdes, foram levados ao meio da praça do mercado em Cambridge, acompanhados por uma vasta multidão. Se afincou um posto no chão, ao qual se amarraram os ataúdes com grandes correntes, fixadas pelo centro, como se os conversão tivessem estado vivos. Quando o fogo começou ascender e pegou nos ataúdes, foram lançados às chamas também alguns livros dos condenados, para queimá-los. Contudo, no reinado de Elizabete se fez justiça à memória destes piedosos e eruditos homens, quando o senhor Ackworth, orador da universidade, e o senhor J. Pilkington pronunciaram discursos em honra de sua memória, reprovando seus perseguidores católicos.
O cardeal Pole infligiu também sua impotente fúria contra o cadáver da mulher de Peter Martyr que, por ordem sua, foi exumado da sepultura, e enterrado num distante estercoleiro, em parte porque seus ossos estavam muito perto das relíquias de são Fridewide, que tinha sido anteriormente muito estimado naquele colégio, e em parte porque queria purificar Oxford de restos heréticos, igual que Cambridge. Porém no reinado que se seguiu, seus restos foram restaurados a seu anterior cemitério, e inclusive misturados com os do santo católico, para assombro e mortificação absolutos dos discípulos de Sua Santidade o Papa.
O cardeal Pole publicou uma lista de cinqüenta e quatro artigos contendo instruções para o clero de sua diocese de Canterbury, alguns dos quais são demasiado ridículos e pueris para excitar em nossos dias outra coisa senão o riso.

Perseguições na diocese de Canterbury
No mês de fevereiro foram encerradas em prisão as seguintes pessoas: R. Coleman, de Waldon, um operário; Joan Winseley, mulher solteira de Horsley Magna; S. Glover, de Rayley; R. Clerk, de Much Holland, marinheiro; W. Munt, de Much Bendey, serrador; Margaret Field, de Ramsey, mulher solteira; R. Bongeor, curtidor; R. Jolley, marinheiro; Allen Simpson, Helen Ewire, C. Pepper, viúva; Alice Walley (que se desdisse); W. Bongeor, vidraceiro, todos eles de Colchester; R. Atkin, de Halstead, tecelão; R. Barbock, de Wilton, marceneiro; R. George, de Westbarhonlt, operário; R. Debnam de Debenham, tecelão; C. Wanen, de Cocksall, solteira; Agnes Whitlock, de Dover-court, solteira; Rose Allen, solteira; y T. Feresannes, menor; ambos de Colchester.
Estas pessoas foram feitas comparecer ante Bonner, que as teria feito executar imediatamente, mas o cardeal Pole era partidário de medidas muito mais misericordiosas, e Bonner, numa de suas cartas ao cardeal, parece estar consciente de que o havia desagradado, porque utiliza esta expressão: "Pensei em mandá-los a todos a Fulham, e pronunciar ali sentença contra eles; contudo, percebendo que em minha última atuação vossa graça se ofendeu, achei meu dever, antes de prosseguir, informar a vossa graça". Esta circunstância confirma o relato de que o cardeal era uma pessoa com humanidade; e embora um católico zeloso, nós, como protestantes, estamos dispostos a rendê-lhe a honra que merece seu caráter misericordioso. Alguns dos acerbos perseguidores o denunciaram ante o Papa como favorecedor de hereges, e foi chamado a Roma, porém a Rainha Maria, por um rogo particular, logrou sua permanência na Inglaterra. Contudo, antes do final de sua vida, e pouco antes de sua última viagem de Roma a Inglaterra, esteve sob graves suspeitas de favorecer a doutrina de Lutero.
Assim como no último sacrifício quatro mulheres honraram a verdade, igualmente no seguinte auto de fé temos um número semelhante de mulheres e varões que sofreram, o 30 de junho de 1557, em Canterbury, e que se chamavam J. Fishcock, F. White, N. Pardue, Barbary Final, que era viúva, a viúva de Barbridge, a esposa de Wilson e a esposa de Benden.
Deste grupo observaremos mais particularmente a Alice Benden, mulher de Edward Benden, de Staplehurst, em Kent. Tinha sido arrestada em outubro de 1556 por não assistência, e liberada com estritas ordens de emendar sua conduta. Seu marido era um fanático católico, e ao falar em público da contumácia de sua mulher, foi enviada ao castelo de Canterbury, onde sabendo quando fosse enviada ao cárcere do bispo seria matada de fome com uma misérrima quantidade de alimentos ao dia, começou a preparar-se para este sofrimento tomando uma mínima refeição diária.
O 22 de janeiro de 1557, se marido escreveu ao bispo que caso se impedisse que o irmão de sua mulher, Roger Hall, a continuasse confortando e ajudando, talvez ela voltaria atrás; por isso foi trasladada à prisão chamada Monday's Hole. Seu irmão a buscou com diligência, e depois de cinco semanas, de forma providencial, ouviu sua vos numa masmorra, mas não pôde dar-lhe outro alívio que pôr algo de dinheiro num pedaço de pão, e alcançá-lo com a ajuda de uma longa vara. Deve ter sido terrível a situação desta pobre vítima, jazendo na palha, entre paredes de pedra, sem trocar de vestido nem com os mais mínimos requisitos de limpeza durante nove semanas!
O 25 de março foi chamada diante do bispo, que lhe ofereceu a liberdade e recompensas se voltava a sua casa e se submetia. Mas a senhora Benden tinha-se acostumado ao sofrimento, e mostrando-lhe os braços contraídos e seu rosto famélico, recusou afastar-se da verdade. Sem embargo, foi tirada deste buraco escuro e levada a West Gate, de onde foi tirada no final de abril para ser condenada e depois lançada na prisão do castelo até o 19 de junho, dia em que deveria ser queimada. Na estaca deu seu lenço a um homem chamado John Banns como memória, e do cinto tirou uma renda branca, pedindo-lhe que a entregasse a sua irmã, dizendo-lhe que era a última atadura que tinha levado, a exceção da corrente; e a seu pai devolveu um xelim que tinha-lhe enviado.
Estes sete mártires tiraram as roupas com presteza, e já preparados se ajoelharam, e oraram com tal fervor e espírito cristão que até os inimigos da cruz se sentiram afetados. Depois de ter feito uma invocação conjunta, foram amarrados à estaca e, rodeados de implacáveis labaredas, entregaram suas almas em mãos do Senhor vivo.
Matthew Plaise, um tecelão e cristão sincero e agudo, foi levado diante de Tomás, bispo de Dover, e de outros inquisidores, aos que embromou engenhosamente com suas respostas indiretas, das que se segue uma amostra:
Doutor Harpsfield: Cristo chamou ao pão Seu corpo; que dizes tu que é?
Plaise: Creio que é o que lhes deu.
Dr. H.: E que era?
P: O que Ele partiu.
Dr. H.: E que partiu?
P: O que tomou.
Dr. H.: Que tomou?
P: Digo eu que o que lhes deu, o que certamente comeram.
Dr. H.: Bem, então tu dizes que era somente pão o que os discípulos comeram.
P: Eu digo que o que Ele lhes deu é o que eles verdadeiramente comeram.
Seguiu-se uma discussão muito prolongada, na qual pediram a Plaise que se humilhasse ante o bispo; mas a isto ele recusou. Não se sabe se este valoroso homem morreu no cárcere, se foi executado ou liberado.

O reverendo John Hullier
O reverendo John Hullier se educou no Eton College, e com o tempo veio ser vigário de Babram, a três milhas de Cambridge, e depois foi a Lynn, onde, ao opor-se à superstição dos papistas, foi levado ante o doutor Thirlby, bispo de Ely, e enviado ao castelo de Cambridge; aqui esteve um tempo, e depois foi enviado à prisão de Tolbooth onde, depois de três meses, foi conduzido à Igreja de Santa Maria, e ali condenado pelo doutor Fuller. Na Quinta-Feira Santa foi levado à fogueira; enquanto tirava as roupas, disse as pessoas que estava a ponto de sofrer por uma causa justa, e os exortou a acreditar que não havia outra rocha senão Jesus Cristo sobre a qual edificar. Um sacerdote chamado Boyes pediu então ao alcaide que o silenciasse. Depois de orar, foi mansamente à fogueira, e amarrado então com uma corrente e metido num barril de alcatrão, pegaram fogo às canas e à lenha. Mas o vento arrastou o fogo diretamente detrás dele, o que o fez orar tanto mais fervorosamente sob uma severa agonia. Seus amigos pediram ao verdugo que acendesse os feixes com o vento em sua cara, o que foi feito de imediato.
Lançaram agora uma quantidade de livros ao fogo, um dos quais (o Serviço de Comunhão) ele pegou, o abriu, e gozosamente ficou lendo-o, até que o fogo e a fumaça o privaram da visão; mas incluso então, em fervorosa oração, apertou o livro contra seu coração, dando graças a Deus por dar-lhe, em seus últimos momentos, este dom tão precioso.
Sendo cálido o dia, o fogo ardeu violentamente; num momento determinado, quando os espectadores pensavam que já tinha deixado de existir, exclamou repentinamente: "Senhor Jesus, recebe meu espírito!", e com mansidão entregou sua vida. Foi queimado em Jesus Greden, não longe do Jesus College. Tinham-lhe colocado pólvora, porém morreu antes que se acendesse. Este piedoso mártir constituiu um singular espetáculo, porque sua carne ficou tão queimada desde os ossos, que continuaram erguidos, que apresentou a idéia de uma figura esquelética acorrentada numa estaca. Seus restos foram ansiosamente tomados pela multidão, e venerados por todos os que admiraram sua piedade ou detestavam o desumano fanatismo.

Leitura da Bíblia em um ano - parte 39

Êxodo 19

3 Logo Moisés subiu o monte para encontrar-se com Deus. E o SENHOR o chamou do monte, dizendo: “Diga o seguinte
aos descendentes de Jacó e declare aos israelitas: 4 Vocês viram o que fiz ao Egito e como os transportei sobre asas de águias
e os trouxe para junto de mim. 5 Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu
tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, 6 vocês
a
serão para mim um reino de sacerdotes e
uma nação santa. Essas são as palavras que você dirá aos israelitas”.
7 Moisés voltou, convocou as autoridades do povo e lhes expôs tudo o que o SENHOR havia-lhe mandado falar. 8 O povo
todo respondeu unânime: “Faremos tudo o que o SENHOR ordenou”. E Moisés levou ao SENHOR a resposta do povo.
9 Disse o SENHOR a Moisés: “Virei a você numa densa nuvem, a fim de que o povo, ouvindo-me falar-lhe, passe a confiar
sempre em você”. Então Moisés relatou ao SENHOR o que o povo lhe dissera.

10 E o SENHOR disse a Moisés: “Vá ao povo e consagre-o hoje e amanhã. Eles deverão lavar as suas vestes 11 e estar
prontos no terceiro dia, porque nesse dia o SENHOR descerá sobre o monte Sinai, à vista de todo o povo. 12 Estabeleça limites
em torno do monte e diga ao povo: Tenham o cuidado de não subir ao monte e de não tocar na sua base. Quem tocar no
monte certamente será morto; 13 será apedrejado ou morto a flechadas. Ninguém deverá tocá-lo com a mão. Seja homem,
seja animal, não viverá. Somente quando a corneta soar um toque longo eles poderão subir ao monte”.
14 Tendo Moisés descido do monte, consagrou o povo; e eles lavaram as suas vestes. 15 Disse ele então ao povo:
“Preparem-se para o terceiro dia, e até lá não se acheguem a mulher”.
16 Ao amanhecer do terceiro dia houve trovões e raios, uma densa nuvem cobriu o monte, e uma trombeta ressoou
fortemente. Todos no acampamento tremeram de medo. 17 Moisés levou o povo para fora do acampamento, para encontrarse
com Deus, e eles ficaram ao pé do monte. 18 O monte Sinai estava coberto de fumaça, pois o SENHOR tinha descido sobre
ele em chamas de fogo. Dele subia fumaça como que de uma fornalha; todo o monte
a
tremia violentamente, 19 e o som da
trombeta era cada vez mais forte. Então Moisés falou, e a voz de Deus lhe respondeu
b
.
20 O SENHOR desceu ao topo do monte Sinai e chamou Moisés para o alto do monte. Moisés subiu 21 e o SENHOR lhe
disse: “Desça e alerte o povo que não ultrapasse os limites, para ver o SENHOR, e muitos deles pereçam. 22 Mesmo os
sacerdotes que se aproximarem do SENHOR devem consagrar-se; senão o SENHOR os fulminará”.
23 Moisés disse ao SENHOR: “O povo não pode subir ao monte Sinai, pois tu mesmo nos avisaste: ‘Estabeleça um limite
em torno do monte e declare-o santo’ ”.
24 O SENHOR respondeu: “Desça e depois torne a subir, acompanhado de Arão. Quanto aos sacerdotes e ao povo, não
devem ultrapassar o limite para subir ao SENHOR; senão, o SENHOR os fulminará”.
25 Então Moisés desceu e avisou o povo.



Êxodo 20

1 E Deus falou todas estas palavras:
2 “Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te tirou do Egito, da terra da escravidão.
3 “Não terás outros deuses além de mim.
4 “Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra.
5 Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo
os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, 6 mas trato com bondade
até mil gerações
c
aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.
7 “Não tomarás em vão o nome do SENHOR, o teu Deus, pois o SENHOR não deixará impune quem tomar o seu nome em
vão.
8 “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. 9 Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, 10 mas o
sétimo dia é o sábado dedicado ao SENHOR, o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou
filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades.

12 “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá.
13 “Não matarás.
14 “Não adulterarás.
15 “Não furtarás.
16 “Não darás falso testemunho contra o teu próximo.
17 “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu
boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença”.
18 Vendo-se o povo diante dos trovões e dos relâmpagos, e do som da trombeta e do monte fumegando, todos tremeram
assustados. Ficaram à distância 19 e disseram a Moisés: “Fala tu mesmo conosco, e ouviremos. Mas que Deus não fale
conosco, para que não morramos”.
20 Moisés disse ao povo: “Não tenham medo! Deus veio prová-los, para que o temor de Deus esteja em vocês e os livre de
pecar”.
21 Mas o povo permaneceu à distância, ao passo que Moisés aproximou-se da nuvem escura em que Deus se encontrava.

A Lei sobre o Altar do SENHOR
22 O SENHOR disse a Moisés: “Diga o seguinte aos israelitas: Vocês viram por si mesmos que do céu lhes falei: 23 não
façam ídolos de prata nem de ouro para me representarem.
24 “Façam-me um altar de terra e nele sacrifiquem-me os seus holocaustos
a
e as suas ofertas de comunhão
b
, as suas
ovelhas e os seus bois. Onde quer que eu faça celebrar o meu nome, virei a vocês e os abençoarei. 25 Se me fizerem um altar
de pedras, não o façam com pedras lavradas, porque o uso de ferramentas o profanaria. 26 Não subam por degraus ao meu
altar, para que nele não seja exposta a sua nudez.




Êxodo 21

ao povo:
2 “Se você comprar um escravo hebreu, ele o servirá por seis anos. Mas no sétimo ano será liberto, sem precisar pagar
nada. 3 Se chegou solteiro, solteiro receberá liberdade; mas se chegou casado, sua mulher irá com ele. 4 Se o seu senhor lhe
tiver dado uma mulher, e esta lhe tiver dado filhos ou filhas, a mulher e os filhos pertencerão ao senhor; somente o homem
sairá livre.
5 “Se, porém, o escravo declarar: ‘Eu amo o meu senhor, a minha mulher e os meus filhos, e não quero sair livre’, 6 o seu
senhor o levará perante os juízes
c
. Terá que levá-lo à porta ou à lateral da porta e furar a sua orelha. Assim, ele será seu
escravo por toda a vida.
7 “Se um homem vender sua filha como escrava, ela não será liberta como os escravos homens. 8 Se ela não agradar ao seu
senhor que a escolheu, ele deverá permitir que ela seja resgatada. Não poderá vendê-la a estrangeiros, pois isso seria
deslealdade para com ela. 9 Se o seu senhor a escolher para seu filho, lhe dará os direitos de uma filha. 10 Se o senhor tomar
uma segunda mulher para si, não poderá privar a primeira de alimento, de roupas e dos direitos conjugais. 11 Se não lhe
garantir essas três coisas, ela poderá ir embora sem precisar pagar nada.
Leis acerca da Violência e dos Acidentes
12 “Quem ferir um homem e o matar terá que ser executado. 13 Todavia, se não o fez intencionalmente, mas Deus o
permitiu, designei um lugar para onde poderá fugir. 14 Mas se alguém tiver planejado matar outro deliberadamente, tire-o até
mesmo do meu altar e mate-o.
15 “Quem agredir o próprio pai ou a própria mãe terá que ser executado.
16 “Aquele que seqüestrar alguém e vendê-lo ou for apanhado com ele em seu poder, terá que ser executado.
17 “Quem amaldiçoar seu pai ou sua mãe terá que ser executado.
18 “Se dois homens brigarem e um deles ferir o outro com uma pedra ou com o punho
d
e o outro não morrer, mas cair de
cama, 19 aquele que o feriu será absolvido, se o outro se levantar e caminhar com o auxílio de uma bengala; todavia, ele terá
que indenizar o homem ferido pelo tempo que este perdeu e responsabilizar-se por sua completa recuperação.
20 “Se alguém ferir seu escravo ou escrava com um pedaço de pau, e como resultado o escravo morrer, será punido; 21 mas
se o escravo sobreviver um ou dois dias, não será punido, visto que é sua propriedade.
22 “Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e ela der à luz prematuramente
e
, não havendo, porém, nenhum
dano sério, o ofensor pagará a indenização que o marido daquela mulher exigir, conforme a determinação dos juízes
f
. 23 Mas,
se houver danos graves, a pena será vida por vida, 24 olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, 25 queimadura
por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão.
26 “Se alguém ferir o seu escravo ou sua escrava no olho e o cegar, terá que libertar o escravo como compensação pelo
olho. 27 Se quebrar um dente de um escravo ou de uma escrava, terá que libertar o escravo como compensação pelo dente.
28 “Se um boi chifrar um homem ou uma mulher, causando-lhe a morte, o boi terá que ser apedrejado até a morte, e a sua
carne não poderá ser comida. Mas o dono do boi será absolvido. 29 Se, todavia, o boi costumava chifrar e o dono, ainda que
alertado, não o manteve preso, e o boi matar um homem ou uma mulher, o boi será apedrejado e o dono também terá que ser
morto. 30 Caso, porém, lhe peçam um pagamento, poderá resgatar a sua vida pagando o que for exigido. 31 Esta sentença

também se aplica no caso de um boi chifrar um menino ou uma menina. 32 Se o boi chifrar um escravo ou escrava, o dono do
animal terá que pagar trezentos e sessenta gramas
a
de prata ao dono do escravo, e o boi será apedrejado.
33 “Se alguém abrir ou deixar aberta uma cisterna, não tendo o cuidado de tampá-la, e um jumento ou um boi nela cair, 34 o
dono da cisterna terá que pagar o prejuízo, indenizando o dono do animal, e ficará com o animal morto.
35 “Se o boi de alguém ferir o boi de outro e o matar, venderão o boi vivo e dividirão em partes iguais, tanto o valor do boi
vivo como o animal morto. 36 Contudo, se o boi costumava chifrar, e o dono não o manteve preso, este terá que pagar boi por
boi, e ficará com o que morreu.



Êxodo 22

1 “Se alguém roubar um boi ou uma ovelha e abatê-lo ou vendê-lo, terá que restituir cinco bois pelo boi e quatro ovelhas
pela ovelha.
2 “Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio, 3 mas se isso
acontecer depois do nascer do sol, será culpado de homicídio.
“O ladrão terá que restituir o que roubou, mas, se não tiver nada, será vendido para pagar o roubo.